Análise financeira do setor de máquinas e implementos agrícolas: Quem é o pop do Agro?

Ótimas safras auxiliadas pela valorização do dólar no ano propiciaram uma alta rentabilidade aos agricultores, que puxaram também a cadeia agro, em especial a de maquinário agrícola. Conforme aponta a ABIMAQ (Associação Brasileira de Indústria de Máquinas e Equipamentos), as vendas de máquinas e implementos agrícolas entre 2019 e 2020 cresceram 12%. O mercado deve continuar crescendo, tendo em vista que cerca de 50% do parque industrial brasileiro está tecnologicamente defasado, com mais de 10 anos de uso. O atual patamar cambial também favorece o mercado interno, já que importações de máquinas ficaram mais caras. Este cenário é percebido na análise feita pela Galapos de sete companhias do setor de máquinas e implementos agrícolas, através dos balanços publicados fornecidos pela Klooks e informações disponíveis no mercado. Foram analisadas 5 empresas brasileiras e 2 internacionais: Kuhn, Marcher, Mec-RulMetisa, Stara, AGCO e John Deere.

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(1) Dados da Kuhn do Brasil, com sede mundial na Suíça

Quem é o pop do agro em máquinas e implementos agrícolas?

Na nossa amostra, percebemos uma recuperação de margem em 2020 da maioria. Enquanto a Metisa atingiu 21% de margem EBITDA, seguida por 19% da Mec-Rul, as americanas John Deere e AGCO demonstraram margens mais estáveis, parecidas com seus históricos recentes.

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Mas ter a melhor margem EBITDA define quem tem o melhor negócio? Através dela conseguimos achar o nosso “pop das máquinas agrícolas”? A resposta é não! O que realmente demonstra a qualidade do negócio é sua capacidade de gerar retorno sobre o capital investido na companhia, o famoso ROIC. Ao analisarmos este indicador, percebemos que algumas companhias se destacam no histórico recente, em especial a Marcher e John Deere.

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E quais as razões para esse desempenho: maior retorno (ex.: margem EBITDA) ou melhor desempenho na gestão do capital investido (imobilizado e capital de giro)? Vemos que, mesmo não tendo as maiores margens, Marcher e John Deere se destacam em ROIC por melhor gestão do capital investido, principalmente em capital de giro.

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O grande diferencial da John Deere está na sua capacidade de gerir o capital de giro, dilatando seus prazos de pagamento (opera “financiada pelos fornecedores”) e recebendo rapidamente dos clientes. A Marcher também se diferencia nesse tipo de gestão, tendo o melhor ciclo operacional dentre as brasileiras. A companhia é um ótimo exemplo de como essa gestão do capital de giro pode sustentar um ROIC expressivo e saudável.

Analysis by Maurício Bergamaschi
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